Para familiares e amigos

Como ajudar

Ajudar alguém que vive com um transtorno alimentar pode ser difícil e doloroso. A seguir, reunimos orientações práticas para quem convive, cuida ou desconfia que alguém próximo esteja sofrendo.

Três passos fundamentais

Reconhecer o problema

O primeiro passo é reconhecer que o problema não é “frescura” ou “estilo de vida”, mas uma doença que precisa de tratamento adequado. Uma vez identificado o problema, ou mesmo frente a uma suspeita de transtorno alimentar, o caminho a ser seguido para que se inicie um tratamento dependerá das especificidades de cada caso e da família em questão.

Fique atento aos primeiros sinais

Quanto antes for feita a intervenção, maiores são as chances de uma boa evolução. As famílias devem estar atentas aos primeiros sinais, ainda que pareçam pequenos. Os estudos nos mostram que quanto antes se iniciam os tratamentos, maiores as chances do sucesso terapêutico.

Procure ajuda especializada

Em muitos casos a pessoa com transtorno alimentar não se vê com dificuldades, e esse é um dos fatores agravantes. É exatamente esse elemento que faz com que as famílias sejam fundamentais para o bom prognóstico. São os amigos ou familiares que muitas vezes identificam a doença antes mesmo da conscientização da pessoa que sofre.

A equipe multidisciplinar

Apesar dos transtornos alimentares serem uma patologia mental, eles são multideterminados, apresentando componentes biológicos, psíquicos e sociais. Por isso, o tratamento também deve ser pluridisciplinar.

Os profissionais envolvidos no trabalho devem ser especializados em transtornos alimentares, visto que aqueles que desconhecem suas especificidades podem ter dificuldade no manejo clínico e até mesmo conduzi-lo de maneira a piorar a doença.

Psicólogos
Psiquiatras
Nutricionistas
Endocrinologistas
Cardiologistas
Dentistas
Terapeutas ocupacionais
Terapeutas familiares

A equipe deve ser constituída preferencialmente por psicólogos, psiquiatras e nutricionistas. Esse é o tripé fundamental.

Em alguns casos outros profissionais podem vir a ser acionados, conforme as necessidades de cada pessoa.

É fundamental que a equipe mantenha um diálogo permanente.

A ordem com que os profissionais serão buscados não altera o fluxo do trabalho em casos sem risco de vida.

Nos casos avançados, quando há risco de morte, a prioridade é a estabilização médica.

Ajudar começa com escuta. Você não precisa ter as respostas — só precisa estar presente.

Quando quiser começar, estaremos aqui

Você pode escrever para nós contando o que está acontecendo, do seu jeito e no seu tempo. Vamos responder com cuidado e explicar como funciona o primeiro contato.

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