Acolher sem julgar
Cada um chega para ser escutada, não avaliada. Não há certo nem errado no que se sente.
A Ceppan, Clínica Cybelle Weinberg de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia, nasceu do encontro entre um grupo de psicanalistas e uma inquietação comum: como receber, de fato, o sofrimento de quem vive um transtorno alimentar?
O nome homenageia Cybelle Weinberg, psicanalista cuja obra e cuja presença abriram caminho para o estudo e o cuidado desse sofrimento no Brasil. Levar seu nome é um compromisso: o de manter viva uma clínica que pensa, pesquisa e escuta.
A CEPPAN nasceu em 2000, fundada pelas psicanalistas Ana Paula Gonzaga e Cybelle Weinberg, a partir do desejo de criar um espaço dedicado à compreensão e ao tratamento psicanalítico dos transtornos alimentares, em uma época em que esse campo ainda começava a ganhar espaço no Brasil.
Desde o início, a clínica, o estudo e o compromisso social caminham juntos. Ao longo de mais de 25 anos, a CEPPAN reuniu profissionais interessados em aprofundar a escuta dos transtornos alimentares e em construir um conhecimento que nasce do diálogo permanente entre a experiência clínica e a teoria.
Nesse percurso, a CEPPAN cresceu, formou profissionais, acompanhou pacientes e famílias, produziu pesquisas e publicações e levou seu trabalho a cursos, palestras e congressos. Ao mesmo tempo, manteve um princípio que está em sua origem: ampliar o acesso a um tratamento especializado e de qualidade, oferecendo atendimentos com valores ajustados às possibilidades financeiras de cada paciente.
Hoje, somos um grupo de psicanalistas que segue estudando, pesquisando e compartilhando conhecimento, em diálogo com profissionais de outras áreas envolvidos no cuidado dos transtornos alimentares.
Somos uma clínica social. Isso significa que trabalhamos para que o acesso ao tratamento seja possível para quem não teria como custeá-lo. O cuidado que oferecemos não é uma versão reduzida: é o mesmo trabalho clínico, sustentado com seriedade e continuidade.
A clínica é também um espaço de estudo. Nossa equipe se reúne para discutir casos, ler, escrever e formar novos profissionais. Cada atendimento alimenta a pesquisa e, a pesquisa devolve à clínica um cuidado mais atento.
Cada um chega para ser escutada, não avaliada. Não há certo nem errado no que se sente.
Além de diagnósticos e sintomas, há uma história única. Buscamos compreender o sentido do sofrimento para cada um.
Quando necessário, articulamos cuidado com médicos, psiquiatras, nutricionistas e outros profissionais, ampliando uma escuta integrada.
Protegemos a intimidade de quem é atendido: com sigilo, respeito e responsabilidade ética, sem julgamentos nem exposições.
Oferecemos condições de atendimento compatíveis com a realidade de cada paciente, sem abrir mão da qualidade e do compromisso ético.
Escutamos o que se expressa pelo corpo, pela comida e pelas relações, para que o cuidado alcance também os afetos.
QUANDO O SINTOMA ENCONTRA ESCUTA, NOVOS SENTIDOS PODEM SE TORNAR POSSÍVEIS